#17 #TAG Portugal Turismo, agricultura e gastronomia

#17 #TAG Portugal Turismo, agricultura e gastronomia

Pensar no território de forma competitiva é pensar, de alguma forma, em nós próprios, identificar os talentos que nos são intrínsecos e procurar dar-lhes corpo e voz de forma criativa, empreendedora e inovadora. Portugal é luz, sol e mar. É serra, rio e planície alentejana. É mesa posta e copo cheio de requinte. Portugal é pequeno e é tão grande.

De Norte a Sul do nosso país viajamos por sabores únicos. Somos conduzidos por produtos que têm, por si só, a força de mapear Portugal. O queijo da Serra da Estrela, a alheira de Mirandela, os ovos-moles de Aveiro, a cereja do Fundão, as laranjas do Algarve, a maçã de Alcobaça, a Pera Rocha do Oeste, o leitão da Bairrada e em Lisboa, em junho, o cheiro a sardinha assada. Descreveríamos durante horas vários exemplos e, com toda a certeza, diríamos “ainda falta este”! No meu caso faltaria o pão-de-ló, o sal e o pão de Rio Maior, para todos nós, faltaria o emblemático pastel de nata que já não é só de Belém é bandeira de Portugal no mundo. Mas não são só os sabores que nos conduzem, são também os aromas dos nossos vinhos que nos resfrescam e tantos pratos tradicionais que nos deliciam, para além do património cultural que nos espanta. Visitamos e revisitamos e em tempos de pandemia as saudades de “nós” aumentam.

Pensar no território de forma competitiva é pensar, de alguma forma, em nós próprios, identificar os talentos que nos são intrínsecos e procurar dar-lhes corpo e voz de forma criativa, empreendedora e inovadora. Portugal é luz, sol e mar. É serra, rio e planície alentejana. É mesa posta e copo cheio de requinte. Portugal é pequeno e é tão grande.

Ando há 15 anos neste caminho do agroalimentar. A pensar, a visitar, a degustar. A trabalhar de pés na terra, de prato, copo e caneta na mão. É esta união: turismo, agricultura e gastronomia que me entusiasma, que me dá a convicção de que estes três eixos interligados são cruciais. Reúnem o tanto que nos diferencia, são corrente de identidade, que semeiam em nós memórias, experiências partilhadas de Portugal para o mundo. E porque estamos cada vez mais interligados com o digital quase poderíamos criar uma corrente #TAG Portugal, para identificar o que de melhor se faz por cá ao nível do turismo, agricultura e gastronomia. Somos o que produzimos como país, perpetuamos Portugal naquilo que nele oferecemos e vivemos. E a isso se chama marketing territorial, a isso se chama orgulho nacional. Não se esqueça #tagportugal.

Artigo publicado originalmente na revista Frutas Legumes e Flores

Gisela Pires
Partner da agência Evaristo
gisela@agenciaevaristo.pt 

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