#71 DO ‘SIX SEVEN’ AO MILHÃO DE VISUALIZAÇÕES
Todos os dias surgem novas tendências nas redes sociais. Algumas desaparecem em poucas horas, outras atravessam fronteiras, chegam a marcas, empresas e até aos meios de comunicação. A mais recente, conhecida como a trend do “six seven”, é apenas mais um exemplo de como um conteúdo simples pode conquistar milhões de pessoas em poucos dias. Mas afinal, o que faz um conteúdo tornar-se viral?
Existe uma ideia errada de que a viralização acontece por sorte. Claro que há sempre um fator imprevisível, mas a verdade é que os conteúdos que chegam mais longe costumam ter características muito semelhantes.
O primeiro segredo é a capacidade de captar atenção nos primeiros segundos. Nas redes sociais, cada utilizador percorre dezenas, ou mesmo centenas, de conteúdos por dia. Se um vídeo não desperta curiosidade quase de imediato, dificilmente terá oportunidade de mostrar o seu valor.
Depois existe um ingrediente ainda mais importante: a identificação. A trend do “6/7” não se tornou popular pela complexidade da ideia. Pelo contrário. Tornou-se viral porque qualquer pessoa conseguia perceber a dinâmica, recriá-la e adaptá-la à sua realidade. E quando o público deixa de ser apenas espectador para passar a participante, o alcance multiplica-se.
É precisamente aqui que muitas marcas ainda falham. Em vez de pensarem em como podem fazer parte da conversa, tentam simplesmente aproveitar a tendência. E há uma grande diferença entre as duas coisas. O utilizador percebe quando uma marca entra numa trend apenas porque “está na moda” e quando o faz de forma natural, acrescentando criatividade e autenticidade.
No setor agroalimentar, esta lógica é exatamente a mesma. Uma receita simples, um momento divertido na apanha da fruta, um erro de bastidores ou uma reação espontânea podem gerar muito mais impacto do que uma campanha excessivamente produzida. As pessoas ligam-se a pessoas e não apenas a produtos.
No final, a viralização continua a não ter uma fórmula mágica. Mas há um padrão que se repete: os conteúdos que emocionam, divertem, surpreendem ou convidam à participação têm sempre mais probabilidades de chegar longe. Talvez o maior segredo do algoritmo seja, afinal, compreender aquilo que nunca mudou: as pessoas gostam de conteúdos feitos por pessoas, para pessoas.
Teresa D’Abreu
Social Media Manager
teresa@agenciaevaristo.pt
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