#28 VAMOS AO CAMPO?

#28 VAMOS AO CAMPO?

É tempo de ameixas, alperces, figos, pêssegos, uvas ou tantas outras “frutas da época”. A comunicação, que se quer contínua, vive-se neste setor de forma mais sazonal. E comunicar de forma sazonal é, no mínimo, desafiante. Ainda mais quando há tanto esforço na produção agrícola que precisa de ser valorizado.

Chegámos à altura do ano a que, vulgarmente, se apelida de Silly Season. Os dias são mais longos e a vontade de descansar ou de ir de férias aumenta. As temáticas importantes e mais desafiantes do dia-a-dia ficam para depois. “Quando eu voltar das férias, logo vemos” torna-se uma frase comum numa época que se quer leve e descontraída. E na agricultura? Na agricultura não há silly season.

Os produtores portugueses andam mais do que ocupados. Ao trabalho de campo – que nunca é pouco – somam-se as dificuldades. O aumento constante da inflação afetou o preço dos adubos e os custos das matérias-primas. A seca não deixa ninguém descansar. Segundo o IPMA, no final de junho, 28,4% do território nacional encontrava-se em seca extrema e 67,9% em seca severa.  Baixar os braços e deixar estes problemas “para depois” não é opção para quem garante que as melhores frutas e legumes continuam a chegar a casa de todos nós. 

Independentemente das adversidades que possam existir, arregacemos as mangas. É também o verão que traz novas colheitas. O trabalho árduo, finalmente, dá frutos. É tempo de ameixas, alperces, figos, pêssegos, uvas ou tantas outras “frutas da época”.

No ponto de venda, exige-se cor, formato e calibre uniforme. Frutas com o aspeto perfeito para atrair a grande distribuição e o consumidor.

Já nas redes sociais – que também vendem – o desafio é outro. A comunicação que se quer contínua, vive-se aqui de forma mais sazonal. E comunicar de forma sazonal não é fácil. Não significa, sequer, comunicar menos. Mas de forma diferente, principalmente quando há tanto esforço na produção agrícola que precisa e merece ser valorizado.

O número de portugueses que, durante as suas férias, está atento às redes sociais de marcas e empresas é muito inferior ao que se verifica no resto do ano. Como cativá-los? Fazendo com que vivam a colheita com os produtores. 

Na comunicação, munimo-nos de esforços: tiramos fotografias das frutas acabadas de colher, fazemos vídeos de todo o processo no campo, tentamos – com palavras bonitas – descrever a frescura e o sabor de cada produto. E tudo isto não chega. Para transmitir a essência de qualquer marca de produtores é preciso levar as pessoas ao campo.

Agosto é o mês em que convidamos Influencers e Jornalistas a colherem e vindimarem connosco. Pedimos-lhe que observem e participem em todo o processo. Que aprendam com quem cresceu entre colheitas e que ponham “as mãos na massa”, ou, literalmente, na terra.

No campo ou na vinha, o dia tem obrigatoriamente que terminar da melhor forma: com a oportunidade de saborear os frutos acabados de colher ou o que deles é produzido. É a oportunidade de uma experiência única!

Desta forma, quem visita a terra, as quintas, as herdades, está certamente mais apto para transmitir o que nesta época se vive: longos dias de trabalho premiados com fruta de qualidade, fresca, saborosa, naturalmente doce e 100% portuguesa.

O convite está feito: vamos ao campo?

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